
Já não há o que dizer, a língua entrou para a história dos últimos vinte minutos. Eu, o laranja apitando entre os ouvidos. Você, ah!, você e suas retinas brilhando diante da doceria central! Uma colher de chá e a fumaça do último cometa - fogueira acesa pela boca de uma aveludada borboleta sedenta por caninos amarelados. A lua nascendo como o vermelho ácido da taça de vinho barato - outro gole, outra lua, outra vida que não a do tempo. O céu: cobertor de seda. A Terra: estranho paraíso místico de formigas.
De Marte o azul é quase verde.