Não sei calcular, não sou matemática, sou um tipo de história atemporal – um pensamento sobre pernas - psicodélico e eterno. Internamente, perambulo pelas parábolas que compõem ruas por onde plano. Não sou de planos ou panos, sou a nudez do que não pode ser dito, a impulsividade das batidas rápidas da calmaria do meu mar de esconderijos. Sou aquela paixão latente e a eterna dúvida entre idéias constantes.
Quem dera seu carrilhão fosse ampulheta - virasse, corresse e nunca parasse de rodar. Quem dera suas algemas aceitassem chaves, quem dera sua matemática pudesse calcular que números também são infinitos: assim como você e eu.
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