terça-feira, 7 de setembro de 2010

Dentro

Não, não posso deixar você sair desta casa. A porta está trancada, a janela vedada e o seu coração doente. O remédio, encostado no travesseiro, espera por ti - outro corpo, outra voz, outros instintos. E eu? Aguardo com carinhosa pena a sua melhora e o fim da triste história entre marionetes e borboletas. Mas por hoje, criança antiga, suas mãos não encontrarão chaves e teu peito vai soprar vazio. Quem sabe amanhã eu volte a te ver como ontem. Quem sabe amanhã eu volte a ver. Quem sabe amanhã. Quem sabe. Quem...

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