terça-feira, 7 de setembro de 2010

Materno Eterno

Caminhos de flores, alí, onde a Terra fala baixo e os detalhes são amarelos. Nesse lugar ela se encontrou e quis ficar. Não era hora (não agora). Os fios de cabelo nos ombros, a virilidade na maca, os lábios cor de ameixa (não deixa!). Ela sonhava acordada, calada, fechada em seus desejos de liberdade eterna (tão terna...). Hoje ela me contou e me amarrou em seus pensamentos (lamento), mas ensinou que a vida vale a pena (que estranha pena), nada chega em carruagens (isso é bobagem), tudo exige força (forcas), passos (laços), vida (passagem de ida)... Ela disse, eu ouvi, ri, morri. Mas voltei e agora sei, até flores escolhem cores. E ela? Me escolheu - Azul tão cinza por quem ela viveu!

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