quinta-feira, 26 de maio de 2011

CHUVA





Culpem-me, podem me culpar! Joguem-me aos leões, estes que me engolem a cada instante por apenas não pertencer ao mundo que eles conhecem – ferozes dentes que esmagam sem sentir a delicadeza de margarida que é o amor. O corpo sente medo, mas a mente flui serena. Ser o outro, dói. Não quero destruir o castelo que criei, quero subir na torre e voar para o universo. Amei como um dragão, como não sei como amei. Talvez a solidão seja o escudo, mas não esqueço as nuvens – eu vivo por elas.
Ainda chove em minhas mãos.

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