
O espelho reflete um olhar conhecido e distante de alguém, a cortina revela o vento certamente destinado ao rosto rosado, as mãos de veludo no veludo da poltrona da sala repleta de ar, o eco do piano cheio de memórias musicais perdidas por noites feitas de taças e cristal, a vontade secreta de morar em quartos de hotéis espalhados pelo universo, conhecer alguém com meu nome e me casar com ela, um prato, uma toalha e a necessidade louca de despir todos os segredos pelo corredor. Eu, um turbilhão de sentimentos em silêncio, ela, a solidão falante e certeira - um banho quente em um só corpo. Enquanto me esparramo pela cama, me conheço enquanto me apaixono. Outra vez.
Mas solidão gosta de ser só.
Vim visitar o silêncio de tuas palavras.
ResponderExcluirBela voz...*
Henrick Baratella
Obrigada, Henrick.
ResponderExcluirUm beijo.