
Chega o ponto em que a linha não é mais linha. Os fins, os meios e o começo são um só, ou simplesmente um todo cheio de vazio. O ponto não é mais ponto, mas uma idéia de um instante que chega e se vai em uma existência que talvez não exista exatamente por existir. Eu, uma invisível consciência de mim. O amor no ato frágil de ser uma força sem nome. Paciência. Confiança. Sentir e aceitar o que se sente. Sentir muito, mas não sentir muito por isto. Cair e rir. Levantar e rir. Fazer dos extremos malabares de conhecimento. A visão como aliada. Respirar. Deixar o medo vir e ir embora no fluxo dos rios de pensamento. Repousar a mente em água cristalina. Continuar. A eternidade na palma da mão aberta. As asas de uma flor de nós.
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