segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Das Naves, Das Aves e Das Nuvens.






Eu sou mesmo boba, uma criança brincando de esconder me mim mesma. Eu até tampo os olhos e conto até dez antes de sair, ou até mil, por vezes perco até as contas. Eu sou mesmo assim e o que eu posso fazer? Correr, eu corro, mas não importa para onde eu vá, o lugar está sempre aqui. Tentei as bolhas de sabão para ver se me distraio, mas quando as vejo planando no céu, fico boba outra vez – o sol. Sou mesmo desta forma sem fórmulas. Outro dia foi a vez de jogar boliche, mas ter como oponentes aqueles pinos me fez chorar. Saí pela canaleta esquerda, cantarolando uma canção das mais sem graça (para que ninguém percebesse que eu tremia). Não adiantou, eu sou mesmo boba. Boba no mais puro sentido da palavra: boba e só. E só. E nesta brincadeira de me encontrar eu acabei me encontrando. Mas lá eu não sei chegar, e isto não é bobeira. Talvez eu tente as pipas, elas estão mais perto das naves, das aves e das nuvens. Mas eu sou boba, sou mesmo boba, talvez seja melhor plantar bananeira. Quem sabe de cabeça para baixo as coisas façam mais sentido. Minhas pitangas, preciso delas. Chove por aqui e é isto que eu sei. Fico boba olhando as gotas se espalharem pela amarelinha e se espelharem em meu rosto. Eu sou mesmo boba, simplesmente boba, isto é, só.

Nenhum comentário:

Postar um comentário