
Chuva, aquele trânsito sem trânsito, ou seja, literalmente parado, lá estava eu, presa em um lugar cheio de outras pessoas presas em lugares parecidos com o meu - uns com muito mais potência: o que de nada adiantava. Comecei a ficar um pouco nervosa - aumentei o rádio - a música boa e a situação infernal não estavam combinando: o nervoso foi se dissipando... Tive uma brilhante idéia que, a princípio, veio como o ápice do fracasso: "Vou colocar em uma rádio bem ruim, a pior que tiver, e vou fazer com que esta situação vire o fundo do poço!”. Não deu outra, lá estavam meus dedinhos peregrinos em busca de ruídos assustadores: "Viva, encontramos!!!". Eu não sei o que era aquilo - um lance meio roça misturado com Bonadio. - aquela situação se tornou tão horrenda que tive um ataque de risos fulminante. Quer saber? Os extremos têm sempre um ponto em comum.
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