segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Manual de Sobrevivência da Alma Calma




Chuva, aquele trânsito sem trânsito, ou seja, literalmente parado, lá estava eu, presa em um lugar cheio de outras pessoas presas em lugares parecidos com o meu - uns com muito mais potência: o que de nada adiantava. Comecei a ficar um pouco nervosa - aumentei o rádio - a música boa e a situação infernal não estavam combinando: o nervoso foi se dissipando... Tive uma brilhante idéia que, a princípio, veio como o ápice do fracasso: "Vou colocar em uma rádio bem ruim, a pior que tiver, e vou fazer com que esta situação vire o fundo do poço!”. Não deu outra, lá estavam meus dedinhos peregrinos em busca de ruídos assustadores: "Viva, encontramos!!!". Eu não sei o que era aquilo - um lance meio roça misturado com Bonadio. - aquela situação se tornou tão horrenda que tive um ataque de risos fulminante. Quer saber? Os extremos têm sempre um ponto em comum.

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