
Surto no sistema – pane no motor: a decolagem deu errado! Era preciso menos combustível nesses últimos anos. Um dia para o fim do ano e a vida mostra mais uma vez a sua face corrosiva! Então, voltemos ao pronto socorro e ao calmante: ambos descabelados. Sensibilidade, esta minha companheira que me fuede vez ou sempre...
“Está tudo bem! Está tudo certo. Finge que nada existe! Passa horas masturbando a mente com filmes. Não atente o telefone! Vive com fone de ouvido! Diz que não se importa... Esquece! Esquece! ESQUECE!”. Esquecer não existe: finge-se esquecer – e é sabido. Está tudo bem, sua mente acredita piamente nisto, o tempo passa, entende-se melhor as coisas (ou pensa-se que sim), a inspiração está ao lado, o suco tem um gosto bom, o sol brilha... Mas ali, escondido num buraco entre a cabeça e o umbigo, mora um caramujo chamado VERDADE. Este bichinho mequetrefe entra inúmeras vezes em sua toca e, lentamente, interna-se quieto no escuro, mas, quando menos se espera: ele vem à tona! Neste momento, as verdades que estávamos tentando jogar ao mar, explodem como um vulcão de insanidade atômica. “Shit! Onde foi mesmo que eu deixei o controle, remoto?”.
Pois é, agora está tudo um pouco mais inteligível. Dei uns "cacetes" no caramujo, estou mais ciente de que fingir as coisas é estúpido e conseguiram me acalmar fisicamente. Nada como um pré ano novo te avisando para mudar as coisas em dois mil e onze...
Ah!, caramujo: você é um completo imbecil em certas horas – igual sua dona.
É só isso, obrigada!
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