Um louco cultivando sua loucura corre entre grades oníricas. Do alto, uma águia trança vôos homéricos, atenta aos gritos da cela. O louco não tem sombra, ou louco é a única sobra sã de uma história de bárbaros medalhistas. A águia com suas longas asas, imagina viajar o mundo que desconhece a fundo, mas permite-se apenas fazer preces em sequências circulares. O louco não a vê, não sente presença de penas, mas sabe que lá ela está, sabe que lá sempre estará...
Enquanto o louco abraça tribos e antiguidades finas em sua mente, a águia carrega enormes correntes em seus raros olhos de liberdade.
Ave!
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