
Pego-me perguntando coisas a mim mesma, coisas que não fazem a menor diferença se forem ou não respondidas. Necessito de desapego de regras impostas por uma caravana de soldadinhos de chumbo querendo me engolir: "Venha, boneca, venha!". Estou em um planeta onde vivo, respiro e quero ser e fazer amor - aqui as regras são simples: não ter regras. Como posso ser, se devo ser? Apenas sou, somos, ponto - pontos. Tantas coisas incríveis a serem vistas e sentidas e a fábrica de moldes a todo vapor, poluindo um pouco mais as cores das caravelas desse mar de cabeças a cada passo falso do ponteiro. Não! Gosto daqueles que sonham, dos que voam, dos que tremem, têm medo, calor - gosto dos que sentem.
É na raridade dos encontros com pérolas que as conchas se abrem. Um infinito no infinito - nada mais.
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