quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Pedaço




Meu tio, poeta, deixou livros que hoje ficaram para mim. Morreu cedo, claro, não conseguiu sair antes do barco afundar: bebida, mulheres, drogas e afins.
Hoje deixo um pedacinho dele por aqui.


DOIS CAMINHOS

Caíste, flor, quimera
Não mais és, o que eras

Os céus estão azuis
Cheios de imensa luz

Sob o encanto
Do viver santo

As fontes d'água
Lavaram minha mágoa

Sentí-me mais leve
Mais alvo que a neve

Livre, enfim,
E, você de mim

Por amor demais
Amamo-nos mais

De tanto calor
Queimamos nosso amor

Não foi amor, mas, loucura
Que se inflama mas não dura

Separamo-nos, pois,
Dois caminhos, já somos dois.



M. Galvanese




Daquela menina que entende, admira e aprende contigo. De alguém que cuida das tuas palavrinhas.

Isabela F. J. Galvanese

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