
Meu tio, poeta, deixou livros que hoje ficaram para mim. Morreu cedo, claro, não conseguiu sair antes do barco afundar: bebida, mulheres, drogas e afins.
Hoje deixo um pedacinho dele por aqui.
DOIS CAMINHOS
Caíste, flor, quimera
Não mais és, o que eras
Os céus estão azuis
Cheios de imensa luz
Sob o encanto
Do viver santo
As fontes d'água
Lavaram minha mágoa
Sentí-me mais leve
Mais alvo que a neve
Livre, enfim,
E, você de mim
Por amor demais
Amamo-nos mais
De tanto calor
Queimamos nosso amor
Não foi amor, mas, loucura
Que se inflama mas não dura
Separamo-nos, pois,
Dois caminhos, já somos dois.
M. Galvanese
Daquela menina que entende, admira e aprende contigo. De alguém que cuida das tuas palavrinhas.
Isabela F. J. Galvanese
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