
antenas paranóicas do depósito de fogão captam os sons do gelo derretendo no casco de uma tartaruga marinha violeta que por sua vez nada dentro de um vulcão prestes a entrar em erupção um cometa em forma de absoluto nada causa uma explosão cósmica entre a paixão enlouquecedora de uma rosa sem pétalas e um cálice azul sem vinho o violino preto arranha teias de pernas brancas e calorosas na parede do cubo amarelado a vontade de radicalizar de uma libélula grita com o monge verde do monte do sabe-se lá o prisma sem lados de dentro pousa na completa programação fora do ar os joelhos dos dedos de moça nas moscas as vespas dançarinas nas telhas de barro o caracol enfeitando a linha sem nó do pão de açafrão a plantação de coisa alguma a chuva a blusa o corpo o pescoço a cama a gota além da chama
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