quarta-feira, 5 de janeiro de 2011






Estar nalgum lugar onde as gotas de chuva acariciam folhas de todos os tons de verde, onde o pensamento flui num incansável voar calmo e sereno, onde o tudo é paz de espírito e onde o coração não tem medo do pulsar tranquilo das horas que pairam em outros espaços aveludados. Estar consigo, entendendo, sorrindo, brilhando, aceitando o ser do próprio ser, navegando sob estrelas de toda cor, olhando aquilo que faz o bom recordar, trazendo pra si a felicidades de simples atos, compartilhando com o universo as verdades do próprio e gigantesco universo particular. Agradecendo. Vivendo. Respirando fundo. Deixando o rio deslizar na pele, imaginando desenhos de margens, soltando os braços na correnteza que leva – deixando-se levar. Vivendo. Amando aquilo que ama, pensando aquilo que pensa, fazendo aquilo que faz. Vivendo. Sutilmente vivendo. Intensamente vivendo. Uma luneta procurando segredos do céu de olhos que vão e vem em mente, um estar contente. Vivendo. Criando. Tendo a certeza cada vez mais nítida daquilo que constrói o mundo dos sonhos reais. Vivendo esta vida que agora é única – unicamente encantada pela essência do amor que transforma a nuvem em chuva, a chuva em nuvem, o querer em querer, o viver em estar vivo – viver. Vivendo. Sonhando em voz alta. Gritando o silêcio. Voando. Girando. Vivendo.

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