
Quando caravelas se tornam anjos, o céu pega fogo embaixo da terra que flutua leve no azul celeste de um olho nu que repara, para e ampara a mente que, sutilmente, mente. De repente, a pomba mostra os dentes, enquanto as penas carnavalescas dormem numa quarta-feira de cinza-chumbo. Asas de azaléias caem por mar e ondas se curvam penetrando em terra. Outro terno terreno treme, outra pedra desliza sobre nossas cabeças, outros degraus de trinta e seis graus queimam o inverno que acalma calado o gelo da alma. No chão, espuma de meninos de rua, na cara, a verdade que é nua e que é sua. Se no mundo em que sedentos cedem, anjos se despem e demônios cuidadosamente se vestem, o tecido da pele deve ruir em breve?
Encerra a casca na neve verde do quintal inerte - outra vez te fujo e te encontro na esquina-da-fuga de mim...
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