sábado, 8 de janeiro de 2011






Decidi me deitar mais cedo hoje, tomei um floral que resolvi aderir aos meus costumes até aprender a despistar a insônia, coloquei um som bem baixinho, acendi um incenso, abri bem as janelas e fui, feliz. Dormi. Algum tempo depois – meio dormindo e meio acordada – abri os olhos e vi na parede um pontinho verde fluorescente: não, eu não bebi, não usei drogas e nem afins. Não é a primeira vez que vejo este mesmo ponto na parede, tudo começou em uma casa de praia alguns anos atrás – mas isto não vem ao caso. O fato é que este ponto me intriga ao ponto de já ter me questionado várias vezes sobre a linha inexistente: imaginação/real. Logicamente que para as pouquíssimas pessoas que resolvi contar, a reação foi a mesma: “Pirou!”. Enfim, pirada ou não, aquele ponto me persegue e quer me dizer algo (inconscientemente, que seja). Agora, o que será que isto quer dizer? Realmente não sei. Talvez coisa alguma, apenas aparece para que eu tenha certeza que minha bolha de imaginação e luz possui cor e forma no plano físico – e me acompanha onde quer que eu esteja. Também pode ser que só seja um pontinho perdido no espaço e que eu tenho o privilégio de contemplar. Ainda sobra a hipótese do “pirou”, o que me faz ficar muito contente, afinal, ir um pouco além dos sentidos mundanos é divino. De qualquer maneira, continuo esperando a próxima aparição de outro ponto na parede. No mais, perdi o sono e terei que retomar o “ritual da cama” do começo. Ponto.

Nenhum comentário:

Postar um comentário