
Acabei de lembrar que em menos de um mês faço vinte e cinco anos, então me toquei o quanto minha vida é diferente do padrão das pessoas da minha idade. De qualquer modo, isto não me surpreende (sempre foi assim), mas devo confessar que me assustei um pouco ao retomar minha estrada nos últimos anos, meses e dias - susto este de alívio e perguntas. Logo, tive o impulso de começar a escavar meu campo de percepção na incessante procura por respostas... Parei! Será mesmo que este assunto precisa ser questionado nesta altura do campeonato? Todos somos diferentes, afinal. Certo, existem diferenças mais sutis e outras bruscas e visíveis, mas somos todos seres únicos - e isto é o que torna a vida uma curiosa graça. Não há perguntas, não há. Sempre levantei a bandeira da liberdade do indivíduo e deste modo segui meus sentimentos e instintos naturalmente, em suma: hoje estou aqui, exatamente onde minhas ondas me colocaram. E quantas tormentas, quantas marolas, quantas ressacas, quantas embarcações, quantos peixes e algas e sais e raios e marés... Vinte e cinco, e um oceano que varia constantemente seus graus. Vinte e cinco, e uma leve impressão de que a idade do mar pouco importa perto de sua imensidão.
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