
Acho que fazem uns oito anos, não sei ao certo. Conheci alguém que tinha nome de comida e uma filha com meu nome (se não me engano). Não me lembro exatamente onde foi - penso que pelas transversais da Vila Madalena - ele tocava baixo em uma banda e eu, cantava por aí pela vida. Logo ficamos amigos e ele me convidou para assistir um ensaio. Explicou-me que não era de sua banda habitual, mas de uma outra pessoa que estava lançando um disco (pois é, eu falo disco). Entrei no estúdio - era o mesmo onde eu ensaiava - o comprimentei e entrei na sala. Sentado em um banco de madeira, em frente ao microfone, pernas cruzadas, havia um homem de cabelos cumpridos que, a princípio, chamou-me atenção porque fumava dentro da sala de ensaio. Na mesma hora pensei: "Por que eu não posso fazer isso aqui?". Enfim, pouco conversamos e ao término do ensaio, o mesmo me convidou para um show que faria no dia seguinte - também não sei ao certo em que lugar. Fui ao show, mas cheguei na última música, então, descemos (sim, de uma escada eu me lembro perfeitamente) até o camarim. O homem com nome de comida, que até então havia se tornado meu amigo, sentou (bem) ao meu lado, queria pegar minhas mãos e todo aquele "tralalá" habitual. Eu estava odiando aquela situação e queria sair correndo – ou voando – seria só o tempo de mais uma cerveja. Logo, o homem de cabelos cumpridos, agitado, veio até mim – “ufa!” - falou algumas coisas e deu-me seu cd. Agradeci e fui embora, afinal, o homem com nome de comida me queria pro jantar!
Escutei o cd inúmeras vezes, em especial duas faixas - a número sete e a que leva o nome do disco, algo como: chuva e mais alguma palavra que me lembra Beatles. De qualquer maneira, puxando muito, muito dentro da memória, isso é tudo que eu consigo lembrar!
...
Peça por peça, a vida vai pregando cada uma que até Zeus duvida. O tempo e as situações giram sempre em torno do nosso estado de espírito. Um acontecimento tão banal e sem importância alguma, hoje, faz todo sentido. Eu acredito em sinais, sim! Eu não acredito em acaso, não! Ter provas disso me faz feliz, muito! E eu não tenho mais o que falar, mesmo! Só o fato de que é a primeira vez em um final de uma história que eu escrevo:
Começo
Nenhum comentário:
Postar um comentário