
Garrafas são cheias de vazio – pilhas fabricadas em Veneza – uma gôndola desgovernada, marolas de “amore mio” numa correnteza embriagada. Garrafas são túmulos de gênios da madrugada, ondas esquecidas em lábios tóxicos, linhas líquidas de instantes, resto de bitucas avermelhadas na cinza de uma idéia deixada em taças. Garrafas são vidros de vitrines sedentas. Garrafas são coleções de “eu não lembro” juvenil. Garrafas são apenas garrafas, degustando, pouco a pouco, a senhora sede de saber se o futuro pode cambalear.
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