
Psico-Adélia: Realmente, eu acho quase todas as pessoas sem graça.
Psiquiatra: Mas qual o problema delas?
Psico-Adélia: Ai é que está, não há problemas, está tudo sempre "na boa, sacou?". Cansei desse casamento entre bocas e frases feitas. É sempre tudo igual.
Psiquiatra: E você é diferente?
Psico-Adélia: Ao menos tenho problemas e não tenho nenhum problema em questioná-los. Não tenho esse medo inerente em dizer que as coisas estão fora do lugar. Estão e pronto, vamos arrumar.
Psiquiatra: E qual o problema de agora?
Psico-Adélia: Me comunicar com pessoas que são sempre a metade do que podem e falam o dobro do que são.
Psiquiatra: Essa é sua visão?
Psico-Adélia: Não, minha audição. De longe todo mundo é uma gracinha.
Psiquiatra: Já pensou o que os outros pensam da sua postura perante tudo?
Psico-Adélia: Pensei.
Psiquiatra: E?
Psico-Adélia: E eu acho que cada um pensa o que quiser de quem quiser. Também já pensei que todas as pessoas podem achar as outras sem graça e vivem sorrindo amarelo pelos cantos.
Psiquiatra: Pois bem! E a qual conclusão você chega nesse momento?
Psico-Adélia: Que daqui a pouco sai o último vôo pra Plutão.
Psiquiatra: Boa viagem!
Psico-Adélia: Igualmente, doutor. Carona?
Aventuras cotidianas de Psico-Adélia.
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