
Capotei na sala de televisão - também, pudera, o filme era péssimo - algumas releituras de livros deveriam ser vetadas, elas conseguem acabar cento de dez por cento com toda a mágica daquelas letrinhas minuciosamente pensadas pelo autor. Enfim, temos o livre-arbítrio de fazê-lo por nós, mas aquarianos são teimosos como uma rocha - por mais irônico que isso pareça.
A última coisa de que me lembro é do vento entrando pela janela entreaberta e o cheiro do fim do tal "incenso zen" que comprei onde Papai Noel perdeu as cuecas. Tudo certo, dormir é dádiva para aqueles que em dias sem compromissos vestem a camisa dos insones.
Sete horas, o som repetitivo da música de entrada do dvd penetrando no sonho - eu não queria acordar - mas aquele ruído de um semi-mantra falsificado era mais forte. Calculei com meus parafusos (ou o que sobraram deles): "2001, mais dez reais que te dou de presente, mas dinheiro nasce em árvores mesmo, tudo bem! Foi bom pra você?" - pronto, três minutos suficientes para recarregar as pilhas outra vez e colocar os olhos de bonecos de Mark Ryden para funcionar.
Senti o ar, dia frio (hum!), adoro dias frios, cobertores e livros - tenho por mim que é uma das combinações mais perfeitas para um domingo de manhã. Domingo? "Malas, gasolina, pedágio, horário, preciso voltar amanhã, trabalho, sair da calma, ir para a pressa, confusão" - pois é, lembrei que havia esquecido de me lembrar que tinha que viajar. Adoro viajar, conduzir o volante com as janelas abertas e o som perfeito para a estrada - existem tantos, ou todos (pois é, Hollywood também corrompeu a minha mente - mas é mesmo fascinante). De qualquer modo, existem dias, ou temporadas, em que o que mais se quer é ficar no casulo, pena que teimamos em firmar compromissos sem aviso prévio.
Parei um pouco, senti que ainda estava com sono – desculpa esfarrapada para adiar ao menos mais algumas horas a viagem - tive uma idéia (pra variar)! Procurei a caixinha do filme, abri e o retornei ao dvd - "Até daqui ao semi-mantra falsificado, Isabela!". E os olhos de Mark Ryden se fechando outra vez...
Nenhum comentário:
Postar um comentário