
É sempre assim, ouço batidas e corro para abrir a porta: ela sempre está lá, sorridente e colorida - a Vontade. E se esconde em algum ponto de uma linha imaginária entre o laranja e o violeta de um jardim de nuvens. Sussurra lentamente o que deseja e me envolve em um laço transparente de pensamentos secretos. Visitante, gosta de repousar ao meu lado nos dias de frio e acaricia minhas mãos nas manhãs de intenso sol furta-cor. Ela, só ela sabe como combinamos. Confidente, sempre ali, inteligente, sabe como penetrar nos impulsos das eternas insones artérias. A Vontade, sem firula ou atos circenses, diz com claras palavras o que pousa em sua mente - "Ah!, se todas as Vontades fossem assim...". Nominal. Intencional. Surreal. Animal. A Vontade é de uma insanidade quase sã e sempre tem destino certo: Uma porta na minha
Cas(c)a.
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