segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Comigo Cometa
Se meus montes invadem teus cabelos de estrelas teatrais, sua música falada se torna meu mundo cadente. Duarante a noite, enquanto o sol come sushi com olhares puxados, eu aqui estou, sendo mais um ponto de luz mística e física. Penso muito, durmo pouco, faço da cama uma aventura de idéias. Te deixo escalar, calada, para esperar um pouco mais dos seus dotes invisíveis. Os sonhos caem em gotas furta-cor em minhas sobrancelhas, e nos punhos, escorrem trovoadas de desejos - o ser humano - segredos curvilínios revelados pelo oposto dos sexos. Minhas rosas em teus braços, desenho no teu peito meus traços - rasgos delicados. A vontade louca de sublinhar palavras com seu nome, o impulso de você - vicio meu. Todas as unhas dançando nas costas, de costas, na costa dos meus montes - só um pouco mais dos teus cometas. Comigo, cometa. Cometa.
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